• Personalidades da sociedade civil declaram apoio a Lula e Alckmin 

    Publicado em 28.09.2022 às 06:05

    Importantes personalidades da sociedade civil brasileira, entre ex-ministros dos governos Sarney, Itamar e FHC, ex-secretários de estado, juristas e educadores se reuniram nesta terça-feira (27/09), em São Paulo (SP), para declarar apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. No encontro, eles destacaram a defesa da democracia e a importância da união entre a dupla para capitanear a formação e consolidação de uma frente ampla para enfrentar o bolsonarismo.

    O ex-presidente recordou de sua primeira vitória, quando convidou o empresário José de Alencar para ser seu candidato a vice, e afirmou que é importante que as pessoas divergirem nas ideias. “A democracia não é um pacto de silêncio, não é todo mundo ficar de cabeça baixa concordando com todo mundo. A democracia é uma sociedade fazendo barulho, gritando e reivindicando. Fazendo marcha e contramarcha, fazer tudo. Porque se não o governo não se mexe”, disse.

    “Quando fui chamar o Zé Alencar, eu queria fazer um sinal para o outro lado. Eu precisava de alguém que não seja eu mesmo, não posso somar Lula com Lula. Eu já tinha tido 30% dos votos três vezes. Eu precisava buscar 20% que não estava dentro do PT, que não estava na esquerda, que já tinha votado em mim. Com a vinda dele a gente conseguiu abrir um leque importante”, observou Lula.

    Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores comentou que nunca houve um período como nos últimos quatro anos, quando o Brasil precisou do mundo para “evitar que barbaridades ainda maiores fossem cometidas” e que, por outro lado, o mundo nunca precisou tanto da nação brasileira como agora.

    “No Brasil está se jogando a sorte do mundo, nós acabamos de ver o que aconteceu na Itália. O Brasil é o maior país em desenvolvimento do planeta, e aqui se joga uma luta entre a extrema-direita e a civilização. Tudo nos une e nada nos separa, é assim que vejo desde o início essa luta pela democracia”, garantiu.

    Além de Amorim, participaram da reunião os também ex-ministros Rubens Ricupero, Aloysio Nunes, Claudia Costin, Franklin Martins, Aloizio Mercadante, Luis Carlos Bresser-Pereira e José Carlos Dias.

    Ex-secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos Meirelles também pregou pela “união dos divergentes para vencer o antagônico”.

    “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro nessa vida, assim dizia o poeta. Nós estamos nos reencontrando. Aqueles que vieram do PSDB, do PT, nós nos reencontramos, pois nos encontramos na nossa origem, na luta sindical, na porta de fábrica, nas unidades eclesiais de base. Portanto, estamos reencontrando com o passado que nós construímos, que nos permite e nos dá autoridade para construir o futuro”, declarou.

    Também estavam na mesa os ex-secretários Fabio Feldmann, Silvio Torres, Floriano Pesaro, Paulo Sérgio Pinheiro, Hedio Silva, Marcos Vinicus Petreluzzi, Marcio Elias Rosa, Gabriel Chalita, Eloisa Arruda, Luiz Gonzaga Belluzzo e Belizario dos Santos Junior.

    Segundo Geraldo Alckmin, o melhor para o povo brasileiro, para a economia e para o social, seria Lula vencer no primeiro turno. Ele também relembrou que o grupo que se reuniu nesta terça já esteve junto na luta pela democracia contra a ditadura militar, bem como para escrever a Carta Magna, e que a união atual se faz necessária e tem como objetivo recuperar o país do desmonte imposto por Jair Bolsonaro.

    “Quero destacar a liderança popular do presidente Lula, é muito difícil alguém ter este dom, essa proximidade tão grande com o povo. Dizem que há grandes homens, e que pertos dele todos se sentem pequenos. Mas o verdadeiro grande homem é aquele que todos do lado dele podem se sentir grandes, e o presidente Lula tem essa capacidade”, completou.

    Ainda compuseram o encontro os economistas André Lara Rezende e Eduardo Moreira, além de Gleisi Hoffmann, presidenta do PT, e Pedro Tobias, ex-presidente do PSDB.