Sócios do Jóquei Clube de Goiás voltam às urnas com uma missão: defender o patrimônio do clube
Os sócios remidos do Jóquei Clube de Goiás voltam às urnas nesta segunda-feira (19) para definir o futuro da entidade e do patrimônio do clube. O pleito foi mantido após uma ampla atuação da chapa Novo Jóquei, que é encabeçada pela advogada Nívea de Paula Cristina Ribeiro, e conseguiu a manutenção do pleito na 4ª Unidade de Processamento Jurisdicional (UPJ) das Varas Cíveis e Ambientais de Goiânia.
As eleições foram mantidas após decisão da juíza Fláviah Lançoni Costa. A magistrada reconheceu a necessidade de regularização do comando do clube e assegurou a realização do processo eleitoral conforme o estatuto.
O último pleito aconteceu há cinco anos, quando o presidente eleito, Percival Xavier Rebelo Filho, faleceu antes de tomar posse. O vice-presidente de esportes, Fausto Gomes da Silva, que assumiu a direção do Clube, após uma retificação de ata, que o nomeou presidente.
O grupo de Fausto concorre contra a chapa Novo Jóquei, que é composta por 33 integrantes, entre conselheiros que possuem longa trajetória no clube.
Decisão na Justiça
A juíza Fláviah Lançoni Costa reconheceu que há irregularidade da atual diretoria do Jóquei e determinou que a única autonomia da atual gestão seja para realizar a eleição e ratificou sua decisão que determinou que a atual diretoria do Jóquei Clube de Goiás realizasse eleições para a nova direção.
A magistrada estabeleceu prazo de cinco dias para que fosse comprovada a publicação do edital do pleito, com a observância das normas do estatuto social.
A Justiça foi acionada pela chapa Novo Jóquei porque a diretoria não cumpriu a decisão anterior, de novembro do ano passado, quando foi determinada a realização de eleições no prazo de 15 dias, sob pena de pagamento de multa diária no valor de R$ 30 mil.
Decisão descumprida
A primeira sentença não foi cumprida e a atual diretoria publicou edital de convocação de uma assembleia dos sócios para deliberar sobre desapropriação da sede social e de proposta de acordo, o que a magistrada classificou como “fato superveniente de elevada gravidade”.
“A conduta não revela inércia, mas descumprimento consciente da ordem judicial”, entendeu a juíza, que advertiu que “a persistência na resistência ao cumprimento das ordens judiciais poderá caracterizar ato atentatório à dignidade da justiça”.
Votação
A votação acontece nesta segunda-feira, dia 19, das 8h às 17h, na sede do Jóquei Clube de Goiás, e podem votar os sócios remidos, conforme previsto no estatuto da entidade.