Gustavo Gayer aciona TCU para apurar cinco casos envolvendo transparência, gastos públicos e riscos institucionais
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) informou que, ao longo do mês de janeiro de 2026, encaminhou ofícios ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitando apuração e auditorias em cinco casos distintos, motivados por fatos específicos que, segundo o parlamentar, levantam preocupações sobre transparência, economicidade, impessoalidade e moralidade administrativa.
Entre as medidas, Gayer pediu investigação sobre a manutenção de dirigente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) com filiação partidária e declarações de pretensão eleitoral, apontando risco de politização de um órgão com poder de polícia e possível desvio de finalidade administrativa.
O deputado também solicitou auditoria diante do crescimento expressivo e atípico dos gastos do Governo Federal com publicidade digital em 2025, especialmente por ocorrer em ano eleitoral, levantando questionamentos sobre economicidade, impessoalidade e possível uso da publicidade oficial como instrumento indireto de influência política.
Outro ponto foi o pedido de apuração sobre contratos e repasses federais à Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI), após surgirem registros que indicam valores recorrentes e volumosos, com menção a pagamentos classificados como “contribuição voluntária” e contratações ligadas a temas estratégicos, como Lei Rouanet e COP30.
Gayer também acionou o TCU para auditoria no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), citando alerta de alto risco de corrupção e baixa transparência, especialmente diante do volume previsto de investimentos e da grande quantidade de obras. O parlamentar solicitou avaliação de governança, execução orçamentária, prevenção de fraudes e impactos socioambientais do programa.
Por fim, o deputado apontou a interrupção da atualização dos gastos com cartões corporativos no Portal da Transparência desde outubro de 2025 como fato específico que motivou representação ao TCU, destacando que a ausência de dados compromete a fiscalização e pode encobrir despesas relevantes, inclusive relacionadas à Presidência da República.
Segundo o parlamentar, os ofícios têm o objetivo de garantir que os órgãos de controle apurem responsabilidades e adotem as providências cabíveis, reforçando a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos.
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados