• Fórum das Entidades Empresariais de Goiás propõe adiar discussão sobre o fim da jornada 6×1

    Publicado em 24.04.2026 às 21:04

    O Fórum das Entidades Empresariais de Goiás (FEE-GO) defendeu em uma carta
    aberta direcionada a prefeitos, deputados federais, senadores e trabalhadores
    goianos, o adiamento da discussão sobre o fim do regime 6×1 no Congresso
    Nacional. Para as entidades, é fundamental que o debate ocorra de forma ampla,
    técnica e equilibrada, com a participação de todos os setores da sociedade. As
    entidades empresariais defendem argumentam que o atual cenário político não
    oferece condições adequadas para um debate aprofundado. Para o FEE-GO, é
    fundamental que o tema seja tratado com responsabilidade, longe de influências
    eleitorais e com foco nos impactos econômicos e sociais.
    Além disso, com base em estudos de entidades nacionais e análises econômicas,
    o Fórum alerta para possíveis impactos negativos sobre o emprego, a renda e o
    crescimento econômico do país. Segundo as entidades, a eventual extinção do
    regime 6×1 pode representar um “perigo real” para o mercado de trabalho
    brasileiro, com risco de redução de até 630 mil empregos formais, especialmente
    em setores intensivos em mão de obra. As estimativas também indicam um
    aumento significativo nos custos com trabalhadores formais, podendo chegar a R$
    267 bilhões por ano.
    O documento ressalta ainda que a diminuição da jornada, mesmo que parcial,
    pode provocar retração econômica relevante. Projeções apontam impacto
    negativo de até R$ 76 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB), com efeitos mais
    severos sobre trabalhadores de menor qualificação. Simulações indicam,
    inclusive, possibilidade de queda de até 11,3% no PIB.
    Outro ponto destacado pelas entidades é o impacto direto sobre salários e renda
    familiar. Com o aumento estimado de até 7% nos custos da folha, empresas
    podem reduzir contratações, limitar horas extras e rever benefícios,
    comprometendo o poder de compra das famílias.
    Os efeitos também se estenderiam aos principais setores da economia. No
    comércio e nos serviços, as perdas podem chegar a R$ 122,4 bilhões e R$ 235
    bilhões anuais, respectivamente, com redução de vagas em atividades essenciais.
    No setor agropecuário, os custos podem subir entre 7,8% e 8,6%, com impacto
    direto em regiões do interior, onde o agro é a principal fonte de renda. Já na
    indústria, o aumento de custos com mão de obra pode alcançar cerca de 11%,
    equivalente a R$ 88 bilhões.O Fórum também alerta para possíveis efeitos inflacionários, com projeções de
    aumento de até 13% nos preços ao consumidor. Esse cenário pode pressionar a
    inflação, dificultar a redução das taxas de juros e afetar, principalmente, famílias
    de menor renda.
    No setor da construção civil, estudos indicam risco ao acesso à casa própria. A
    elevação de cerca de 10% no custo da hora trabalhada pode resultar em imóveis
    mais caros, menor oferta e prazos mais longos para entrega.
    A carta é assinada pelas instituições que compõem o Fórum das Entidades

    Empresariais de Goiás (FEE-GO): ACIEG, ADIAL, FACIEG, FAEG, FCDL-GO, FECOMÉRCIO-GO, FIEG e OCB/GO