• Incidentes recentes reacendem debate sobre manejo e extirpação de árvores em Goiânia

    Publicado em 21.09.2026 às 18:05

    A queda de um galho de uma gameleira na Praça da Cirrose, no Setor Oeste de Goiânia, na noite deste sábado (19/9), reacendeu a discussão sobre o manejo e extirpação de árvores na capital. O galho caiu em uma área de circulação de pessoas, mas ninguém ficou ferido. Equipes da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) fizeram a remoção e liberaram a via.

    A praça havia sido palco, recentemente, de protestos de moradores contra o corte de quatro gameleiras. Segundo a prefeitura, as árvores tinham sido avaliadas tecnicamente e apresentavam risco. O episódio do fim de semana foi citado pelo prefeito Sandro Mabel como exemplo dos perigos associados à demora na retirada de árvores condenadas.

    “Quando a prefeitura faz extirpação de árvores condenadas é para preservar vidas. Esse galho da gameleira no Setor Oeste, em que fomos proibidos de cortar, poderia ter machucado pessoas. Inclusive crianças. Graças a Deus ninguém ficou ferido, embora houvesse pessoas debaixo da árvore”, afirmou.

    Em meio à discussão, a prefeitura encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei que prevê responsabilização civil de quem contribuir para suspender ou atrasar a retirada de árvores tecnicamente condenadas. A proposta também estabelece que, se houver queda e danos durante o período de impedimento, os responsáveis poderão ser cobrados.

    Relembre

    O incidente na Praça da Cirrose se soma a outros registros de árvores derrubadas por ventos em Goiânia. Em 1º de setembro, árvores atingiram carros em dois pontos da cidade, no cruzamento das ruas 226 e 217, no Setor Leste Vila Nova, e na Vila João Vaz. Não houve vítimas, segundo a Comurg.

    Como funciona o manejo

    O manejo de árvores em Goiânia é dividido entre órgãos municipais e concessionárias. A Comurg faz podas preventivas em canteiros centrais, rotatórias e praças e remove árvores ou galhos que caem em vias públicas ou bloqueiam a passagem de pedestres.

    A Amma é responsável pela avaliação técnica e pela emissão de laudos para intervenções em árvores localizadas em calçadas e imóveis particulares. Em parques, o manejo arbóreo também fica a cargo do órgão ambiental. Quando a árvore está em área privada, o proprietário deve solicitar o laudo e, se a intervenção for autorizada, contratar uma empresa especializada.

    Árvores em contato com a rede elétrica devem ser comunicadas à concessionária de energia. A orientação é não tentar fazer a poda por conta própria.

    Trabalho preventivo

    Somente em 2026, a Comurg já realizou mais de 150 mil podas preventivas em canteiros, praças e áreas públicas. No plantio de árvores e palmeiras, a Companhia contabiliza mais 150 mil mudas ornamentais e cinco mil novas mudas plantadas em 2026.

    A população pode comunicar quedas de árvores, galhos em vias públicas e situações de risco pelo aplicativo Prefeitura 24h, disponível para iOS e Android. Os registros são encaminhados ao órgão responsável, com informações sobre o endereço e as condições do local.