• Fieg reforça diálogo industrial entre Brasil e EUA em Nova York

    Publicado em 13.05.2026 às 14:03

    A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) participou, segunda-feira (11/5), em Nova York, de encontros empresariais voltados ao fortalecimento das relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos. Representada pelo presidente André Rocha, a entidade integrou a programação da Brazilian Week, que reúne lideranças empresariais, investidores e autoridades públicas em debates sobre comércio, indústria e investimentos.

    A programação começou pela manhã, durante reunião promovida com apoio da Câmara Brasil-Estados Unidos, realizada no Bank of America.  O encontro reuniu empresários, representantes da indústria e dirigentes de federações para discutir oportunidades de cooperação econômica, ambiente de negócios, comércio exterior e atração de investimentos.

    À tarde, a delegação brasileira participou do Brasil-U.S. Industry Day, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a U.S. Chamber of Commerce, no The Glasshouse. O evento reuniu mais de 500 empresários, investidores e autoridades dos dois países para discutir temas ligados à reindustrialização, inovação, minerais críticos, energia, tecnologia, financiamento e integração produtiva.

    Durante a abertura, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que Brasil e Estados Unidos vivem um momento favorável para ampliar a cooperação industrial e econômica. O vice-presidente e diretor internacional da U.S. Chamber of Commerce, John Murphy, destacou o potencial de crescimento da parceria bilateral.

    Reindustrialização
    Durante os encontros, André Rocha defendeu maior fortalecimento da indústria brasileira e afirmou que a retomada do crescimento econômico passa pela reindustrialização do país. “Temos um grande desafio no Brasil, que é a reindustrialização. A economia brasileira sofreu muitos solavancos nos últimos anos e isso impactou crescimento e distribuição de renda. Não existe país com economia forte sem uma indústria forte”, afirmou.

    Segundo ele, a presença da indústria brasileira na Brazilian Week amplia conexões e aproxima o setor produtivo de ambientes ligados à inovação e tecnologia. “Os Estados Unidos são referência não apenas em industrialização, mas também em inovação. A CNI ocupa um espaço importante aqui em Nova York ao colocar a indústria brasileira no centro dessas discussões”, disse.

    André Rocha também destacou a atuação da CNI em missões internacionais e na aproximação com diferentes países. “A CNI tem construído pontes com governos, empresas e lideranças empresariais em diferentes partes do mundo, levando o protagonismo da indústria brasileira para debates internacionais”, afirmou.

    Debates
    A programação do Brasil-U.S. Industry Day foi dividida em dois painéis principais. O primeiro debateu prioridades para o fortalecimento econômico entre Brasil e Estados Unidos, com temas ligados à energia, minerais críticos, economia digital e cadeias produtivas. Participaram representantes de empresas como Gerdau, Vale, Merck e PepsiCo.

    Já o segundo painel abordou oportunidades de investimentos no Brasil, com foco em financiamento, infraestrutura, ambiente regulatório e atração de capital. Participaram representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Bank of America e Tribunal de Contas da União.

    Premiação
    Ao final do evento, foi realizada a cerimônia Industry Awards 2026, dedicada ao reconhecimento de empresários, executivos e instituições que atuam no fortalecimento das relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos.

    Durante a premiação, André Rocha, entregou homenagem ao empresário Wesley Batista, da JBS. O prefeito de Goiânia e ex-presidente da Fieg, Sandro Mabel, também participou da cerimônia e entregou homenagem ao presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Ilan Goldfajn.

    Vale destacar que a missão empresarial segue nos próximos dias com reuniões bilaterais e encontros voltados à aproximação entre lideranças industriais brasileiras e norte-americanas.

    Foto Iano Andrade/CNI