Gestores destacam impactos positivos do Pafus no dia a dia das unidades de saúde
Gestores de unidades de saúde de Goiânia afirmam que o Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus) irá transformar o atendimento à população. O programa permite que as unidades contem com recursos próprios para resolver as demandas do dia a dia com agilidade. A transferência da primeira remessa, no valor de R$ 10 milhões, foi feita pelo prefeito Sandro Mabel nesta sexta-feira (10/7), em solenidade no Paço Municipal.
Gestor do Cais Cândida de Morais, José Ismariano Cardoso aponta que o programa é fundamental para que os serviços não parem. “Torneiras que estragam, tomadas que interrompem o funcionamento de um computador, lâmpadas que queimam — nada disso vai mais paralisar os serviços. Agora, o gestor tem autonomia para tomar decisões imediatas. Antes do Pafus, nós levávamos entre dez e quinze dias para resolver questões simples. Agora, o dinheiro está na conta para que o próprio gestor determine pequenos reparos, adquira insumos e equipamentos.”
Coordenadora-geral do Cais Finsocial, Leda Andrade Teixeira diz que o Pafus vai se refletir em melhora no atendimento para os usuários. “Para nós, gestores, o Pafus vai facilitar o processo de trazer as melhorias que a população de Goiânia precisa e merece. Reformas estruturais, serviços de imagem, divulgação do serviço prestado na nossa unidade, acesso aos serviços — tudo isso vai ficar mais fácil. Por não precisar de licitação para pequenas reformas, a melhoria virá dentro de uma semana, dez dias no máximo.”
Neste primeiro momento, cada uma das 11 unidades de urgência e emergência de Goiânia recebe R$ 100 mil; enquanto cada uma das 106 unidades básicas de saúde, além daquelas de saúde mental, recebe R$ 70 mil. Os recursos são do Fundo Municipal de Saúde. Outra remessa, também no valor de R$ 10 milhões será feita em setembro. A previsão é que, em 2026, seja repassado mais R$ 20 milhões.
Uma comissão executora de cada unidade é responsável pelo acompanhamento, deliberação, fiscalização e execução de ações do Pafus. As comissões são compostas pelo gestor da unidade de saúde, usuários e trabalhadores vinculados à unidade, por meio de um Plano de Aplicação de Recursos (PAR). Cada unidade terá pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, com CNPJ, e deve prestar contas trimestralmente ao Conselho Municipal de Saúde, à Controladoria-geral do Município e ao Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás.
Na ocasião da entrega da remessa, Sandro Mabel explicou que o Pafus foi inspirado no Programa de Autonomia Financeira da Instituição Educacional (Pafie), executado com êxito pela Secretaria Municipal de Educação (SME). “Assim como fizemos com a Educação, vamos fazer a melhor saúde para Goiânia. Vamos liberar R$ 10 milhões agora e outros R$ 10 milhões em setembro. O Pafus veio para ficar”, assinalou.
Foto Alex Malheiros