Fátima Gavioli rebate ataques da oposição e banca candidatura: “Não sou de desistir”
Diante de mais de 400 profissionais da Educação de Jovens e Adultos (EJA), Fátima Gavioli (PSD) respondeu às especulações sobre sua candidatura com a firmeza de quem não chegou até aqui para recuar. Questionada sobre uma possível desistência após a saída de Pedro Salles da disputa, foi direta: “Eu não vou dãesistir. No desisto de um sonho, não desisto de mim nem de vocês. Eu não entrei nesse jogo para sair. Nós entramos para vencer”. A força da resposta está na trajetória que sustenta sua candidatura. Mulher que começou a vida trabalhando, chegou à gestão pública e permaneceu sete anos e meio à frente da Educação de Goiás, Fátima afirma conhecer a rede desde o chão da escola até a condução das políticas públicas. Agora, enfrenta homens experientes da política sem baixar a cabeça e sem abrir mão do espaço que decidiu disputar. Ao relembrar sua passagem pela Seduc, Fátima contrapôs críticas a resultados: novas escolas, fim das chamadas escolas de placa, laboratórios, investimentos, concursos, programas para estudantes e profissionais e obras em diferentes regiões do Estado. Segundo ela, foi uma gestão construída em meio a dívidas, obras pendentes e aos desafios da pandemia. “Enquanto eles estavam no banco do parlamento, eu estava trabalhando como secretária”, afirmou. É justamente essa experiência que ela pretende transformar em representação política. Fátima defende que a educação precisa deixar de ser apenas pauta de campanha para ocupar espaço efetivo na formulação das leis e do orçamento. A professora que administrou a rede agora quer chegar ao Congresso para defender valorização profissional, carreira, condições de trabalho e políticas capazes de devolver dignidade a quem dedica a vida a ensinar. Ao responder aos ataques, a candidata elevou o tom e deixou claro que não pretende permitir que a disputa seja definida pela pressão política ou pela inversão de sua trajetória. “Aqueles homens que me criticavam em 2019 e que voltaram a me atacar agora podem ser poderosos, mas, nem se juntar tudo o que fizeram juntos pela educação, não fizeram mais do que eu nesses sete anos e meio de Seduc”, afirmou. Para ela, a reação às ofensivas será trabalho, presença e diálogo com os eleitores. No encerramento, Fátima devolveu aos apoiadores a pergunta que resume o momento político: “Uma mulher fez tudo isso e muito mais que muitos homens juntos fizeram ao longo da história da Seduc. Vai se abalar com jogo baixo na mídia?”. O “não” veio em coro. De cabeça erguida, ela reafirmou que seguirá na disputa, não como quem pede licença para entrar, mas como quem conhece a própria força e está disposta a ocupar, de igual para igual, o espaço que decidiu conquistar.