• Marconi propõe aos auditores fiscais reorganizar a administração fazendária e garantir autonomia à Receita Estadual

    Publicado em 28.08.2026 às 19:05

    Candidato ao Governo de Goiás pelo PSDB, Marconi Perillo defendeu ampla reformulação na estrutura da administração fazendária do Estado. A proposta foi apresentada na noite da última quarta-feira (26), durante sabatina promovida pelo Sindicato dos Funcionários do Fisco do Estado de Goiás (Sindifisco-GO) e pela Associação dos Funcionários do Fisco do Estado de Goiás (Affego).

    Marconi foi o primeiro governadoriável convidado da série de encontros promovida pelas entidades. Ele respondeu a questionamentos sobre autonomia da Receita Estadual, desenvolvimento econômico, valorização do funcionalismo e fortalecimento da estrutura de fiscalização e arrecadação do Estado.

    Um dos principais compromissos assumidos pelo candidato foi rever a atual configuração da Secretaria da Economia, que reúne em uma mesma estrutura áreas como Receita, planejamento, orçamento e Tesouro. O candidato tucano afirmou que essas mudanças serão construídas, se eleito, em conjunto com os servidores do Fisco.

    “Acredito que temos que ter a pasta fazendária e, eventualmente, uma pasta da Receita. Mas juntar planejamento, juntar gestão com a Secretaria da Fazenda, não dá certo”, pontuou.

    Para Marconi, as diferentes atribuições precisam estar claramente separadas para garantir eficiência à administração pública. “O que está errado é acumular áreas que não têm a ver com a Receita. Orçamento e ordenação de despesas, planejamento, isso tem que ficar separado, e nós vamos fazer isso”, reforçou.

    O candidato também se mostrou aberto à possibilidade de criação de uma estrutura própria para a Receita Estadual, desde que a decisão seja construída em diálogo com a categoria. “Gosto da ideia, mas eu quero conversar melhor, se for eleito, com todos vocês. Se for algo interessante, relevante para o Estado, para a arrecadação, não vejo problema. Talvez essa possa ser o começo da solução de muitos problemas que virão”, disse.

    Receptividade
    A posição do tucano foi bem recebida pelo presidente do Sindifisco-GO, Paulo Sérgio dos Santos. “É muito bom ouvir essa fala do governador”, afirmou. Ele também lembrou que o número de auditores fiscais em atividade caiu significativamente e que o Fisco enfrenta dificuldades relacionadas a pessoal, tecnologia e infraestrutura.

    “Hoje somos 510 auditores fiscais no quadro ativo, e nós já fomos mil e, há algum tempo, 1.600. Não houve nenhum tipo de investimento, de cuidado especial com a Receita”, completou o dirigente do sindicato.

    Ainda na sabatina, Marconi fez um reconhecimento direto ao trabalho dos profissionais responsáveis pela arrecadação estadual. “Vou conversar com os servidores, com os guerreiros da Secretaria da Fazenda, que são indispensáveis para fazer o Estado andar. Sem a Receita, sem o contribuinte, sem o trabalho dos agentes fazendários, dos fiscais, dos auditores fiscais, Goiás não vai para frente”, destacou.

    A disposição para tratar os servidores como participantes da gestão recebeu uma manifestação positiva da presidente da Affego, Dalvina Alves Cardoso. “Eu acho ótimo e me encanta muito a posição do nosso candidato, quando ele diz que vai nos tratar como colegas de trabalho”, afirmou.

    Ao destacar o papel estratégico do Fisco para o funcionamento do Estado e para o financiamento das políticas públicas, Dalvina ressaltou a disposição da categoria em colaborar com um eventual novo mandato de Marconi. “Além desse aspecto de prestigiar o Fisco, a gente pede, encarecidamente, para que o senhor cumpra essa honrosa promessa de nos ouvir, de contar com a gente como colaboradores no seu governo”, declarou.