Marconi afirma que irá lutar por alternativas à reforma tributária para evitar risco de desindustrialização em Goiás
Em encontro com o Fórum das Entidades Empresariais de Goiás (FEE), o candidato ao governo estadual, Marconi Perillo (PSDB), alertou para os riscos de desindustrialização e perda de arrecadação no estado em função da reforma tributária. Ele também apresentou propostas para as áreas de meio ambiente e atração de investimentos e destacou um plano de investimentos de R$ 2 bilhões em infraestrutura energética.
A reforma tributária dominou parte do debate. Marconi a classificou como “absolutamente prejudicial” aos interesses goianos. “Ela tira a autonomia tributária do nosso estado ao transferir a cobrança do imposto da origem para o destino. Isso abala a competitividade dos nossos produtos e das indústrias aqui instaladas, que poderão migrar para São Paulo, para a Zona Franca de Manaus e para o Paraguai”, ponderou.
Segundo o candidato, essa “fuga” das empresas seria uma consequência direta do fim dos incentivos fiscais. “As indústrias, naturalmente, buscarão a proximidade dos grandes mercados consumidores ou dos portos para exportação. Goiás depende muito do agronegócio, mas o peso das nossas indústrias não pode ser desconsiderado”, argumentou.
Diante deste cenário, Marconi antecipou que a parceria entre governo e setor produtivo será “essencial” para mitigar os efeitos da mudança. Ele afirmou que, se eleito, a partir de 2027 pretende mobilizar governadores de estados igualmente prejudicados para buscar alternativas no Congresso Nacional. “Fácil não será, mas não podemos ficar parados. A redução de receitas para o Estado e municípios, aliada à menor circulação de dinheiro na economia goiana, exige reação imediata”, completou.
Energia e infraestrutura
Durante a reunião, Marconi destacou que, desde que se lançou pré-candidato, já percorreu 210 municípios goianos. Segundo ele, a principal demanda do setor produtivo, em especial do agro, refere-se a energia, conectividade e armazenagem. “Da mesma forma que o governo destina recursos para estradas, tenho como projeto investir R$ 2 bilhões, em dois anos, em obras de distribuição, transmissão e subestações. Serão investimentos regionais e locais”, prometeu.
No que diz respeito à pauta ambiental, o candidato mencionou a contratação de mais especialistas para as áreas de outorgas e licenciamentos, além da criação de um sistema fast track para agilizar processos. “Quero implantar uma espécie de ‘Vapt Vupt ambiental’ e dar fim às pendências que estão paradas há três ou quatro anos, para que não percamos o trem do desenvolvimento”, afirmou.
Ao final do evento, o candidato recebeu um documento com as reivindicações do Fórum para serem incorporadas ao seu plano de governo. O FEE reúne oito entidades representativas, como a Associação Comercial e Industrial do Estado de Goiás (Acieg), a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e o Sistema OCB/GO.
“Eleito, esperem de mim muito trabalho, espírito público e compromisso com o Estado, principalmente com as famílias goianas mais vulneráveis. O desenvolvimento é a chave para combater as desigualdades e garantir prosperidade”, sintetizou Marconi, que estava acompanhado da candidata a vice-governadora, Jacqueline Zaiden (PSDB), e de Ernesto Roller (PSDB), candidato ao Senado pela sua chapa.
Foto: Henrique Luiz