Gracinha Caiado defende rastreabilidade de emendas Pix: “devia ser obrigatório”
A candidata ao Senado Federal Gracinha Caiado (União Brasil) participou, nesta sexta-feira (4/9), de uma sabatina na BandNews FM Goiânia. Durante o programa, a pretendente ao parlamento brasileiro defendeu a rastreabilidade das emendas parlamentares, sobretudo das emendas Pix e do orçamento secreto. “Isso devia ser obrigatório. É uma vergonha o que nós estamos vendo no Brasil. Eu sou a favor das emendas, mas com transparência”, reiterou.
A candidata citou o emblemático caso da cidade de Pedreiras, no Maranhão, revelado pela Operação Tira-Dente, da Polícia Federal. No ano de 2021, o município que tinha cerca de 39 mil habitantes, informou ao Sistema Único de Saúde (SUS) ter realizado mais de 540 mil extrações de dentes (exodontias). “Esse é apenas um exemplo do que está acontecendo com essas emendas. Ninguém sabe quem é o senador e não existe prestação de contas. Você acha isso correto?”, argumentou.
A ex-primeira-dama de Goiás também defendeu o setor rural, a agricultura familiar e o respeito ao direito de propriedade privada. “Sou totalmente contra a invasão de terra. Invasão de terra é crime. O MST não tem CNPJ. Não existe outra instituição no Brasil que possa trabalhar sem CNPJ. Eu jamais fui contra a reforma agrária, a reforma agrária é feita para homens que são vocacionados para a terra desde que respeite a propriedade daquele que está trabalhando e produzindo”, afirmou.
Gracinha, que foi a única mulher diretora da União Democrática Ruralista na década de 1980, também se posicionou à favor do setor rural. “O agricultor hoje não tem segurança jurídica. O agricultor está endividado pela irresponsabilidade desse governo que está aí. E eu quero levar essa voz para o Senado, para que os agricultores sejam respeitados como quem produz e trabalha nesse país” concluiu.