Gracinha Caiado diz que defenderá os valores da direita no Senado Federal
A candidata ao Senado Federal Gracinha Caiado (União Brasil) afirmou, nesta terça-feira (15/9), que defenderá no Parlamento os valores da direita, com foco na valorização do trabalho, de quem produz e da família. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Manhã Bandeirantes, da Rádio Bandeirantes Goiânia.
“O meu posicionamento de direita é defender quem trabalha e quem produz, defender a família. Esse é o meu posicionamento e jamais vou mudar”, declarou. “Também acredito que o desenvolvimento econômico não pode se afastar da sensibilidade social. Essa história de que o social é feito pela esquerda não é verdade. Goiás mostrou isso, porque o que as pessoas querem não é favor. Elas querem oportunidade de sair da situação de vulnerabilidade em que vivem”, completou.
Ao falar sobre a importância das políticas sociais, Gracinha destacou os avanços registrados em Goiás desde 2019 nas áreas de saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. Segundo ela, as ações implantadas no estado mostram que o desenvolvimento econômico pode caminhar ao lado do cuidado com as pessoas mais vulneráveis.
A candidata também relembrou as dificuldades encontradas no início da gestão de Ronaldo Caiado e comparou aquele cenário com os avanços alcançados nos últimos anos. “Nada é maior do que a verdade. Antes, em Goiás, as pessoas tinham que viajar do Sul do estado para fazer uma hemodiálise na capital. Havia hospitais sem medicamentos e atendimento e escolas com crianças sentadas debaixo de árvores ou em latas de tinta porque não existiam sequer salas de aula”, relembrou.
Durante a entrevista, Gracinha também abordou o caso Banco Master e defendeu que todas as pessoas citadas nas investigações sejam submetidas aos mesmos critérios, independentemente do cargo que ocupem ou de seu posicionamento político. Para ela, a crise institucional enfrentada pelo país “piora a cada dia” e exige transparência e respeito às leis.
“Se o Supremo não concordar que seja investigado, o Judiciário brasileiro vai descer a ladeira da desonra. Se você não teme, por que o medo de ser investigado?”, questionou. Gracinha afirmou ainda que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deve explicações à sociedade brasileira. “Eu quero um Brasil onde todos entendam que não existe ninguém acima da lei. Quando você se propõe a ser senador, ministro, deputado ou governador, você se propõe a cuidar das pessoas”, afirmou.
A candidata também se declarou contrária ao aborto, mas ressaltou a necessidade de regulamentar adequadamente os casos já previstos pela legislação brasileira. “Eles criam a lei e não regulamentam. Esse é o grande problema que nós vivemos. Isso acontece não apenas na questão do aborto, mas também na reforma tributária e na renegociação das dívidas. Está tudo parado. É um tema extremamente delicado, que precisa ser regulamentado, como tantos outros fatos no Brasil”, disse.
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