UEG: Marconi afirma que irá retomar os 2% do orçamento e transformar universidade em polo de IA e inovação
Candidato ao Governo de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) afirmou que restabelecerá a vinculação constitucional de 2% do orçamento do Estado para a Universidade Estadual de Goiás (UEG). Também garantiu que, se vencer as eleições, a instituição voltará a ter autonomia administrativa e financeira e será reposicionada no centro de uma nova política de desenvolvimento tecnológico, pesquisa e inovação.
As propostas foram apresentadas pelo candidato tucano em sabatina virtual promovida pela Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Goiás (ADUEG). A entrevista, que teve como foco a educação e, em especial, o futuro da UEG, foi conduzida pelo professor doutor Ângelo Cavalcante e acompanhada por docentes, servidores administrativos e alunos no canal da associação no YouTube.
Marconi destacou que foi ainda em 1999, no início de seu primeiro mandato, que a universidade foi criada por meio da Lei Estadual 13.456, de 16 de abril. Ele mencionou as fases de implantação e de interiorização da UEG e reforçou que, em um eventual novo governo, o fortalecimento da instituição será prioridade.
“Ter feito a universidade sair do papel e tornar-se realidade é um dos maiores orgulhos que tenho. Conseguimos aglutinar 12 faculdades que existiam à época à Universidade Estadual de Anápolis (Uniana), que se tornou a sede e o campus central da UEG. Assim, conseguimos levá-la a 40 cidades-polo espalhadas pelo Estado de Goiás”, relatou.
Críticas
Marconi criticou fortemente as mudanças promovidas na universidade nos últimos anos pelo atual governo e defendeu o aporte de mais recursos para a UEG, além de estratégias que possam garantir independência à instituição. “Eu não apenas vou retomar a vinculação constitucional de 2% do orçamento para a UEG, como também farei da instituição a âncora da primeira cidade de inteligência artificial do Estado. Nós teremos, em meu governo, uma política tecnológica bastante agressiva”, assegurou.
Ainda durante a sabatina, o candidato do PSDB defendeu que o ensino público superior esteja diretamente conectado às transformações tecnológicas e ao desenvolvimento econômico de Goiás. “A ideia é aproximar a universidade, centros de pesquisa, poder público e iniciativa privada. E a UEG tem que ser protagonista nesse processo”, argumentou.
“Vamos estimular a integração entre inteligência artificial, novas tecnologias e cursos superiores, e criar uma estrutura para discutir tudo isso com professores, pesquisadores e demais integrantes da comunidade acadêmica”, disse Marconi, que também falou em “vincular” a pesquisa aplicada às vocações econômicas das diferentes regiões de Goiás. “A UEG contribuirá com novos negócios, geração de empregos, produtividade e competitividade, aproximando a universidade também do setor produtivo”, acrescentou.
“Por que não ter a UEG entre as melhores do Brasil? Ela caminhava nessa direção. Infelizmente, houve um grave retrocesso com o fechamento de unidades e cursos e com a redução dos repasses de recursos”, pontuou. “É cada vez mais necessário investir no ensino superior. Essa foi uma marca minha, investindo para valer na UEG”, declarou.
Estudantes e professores
Na sabatina com a direção da ADUEG, Marconi afirmou estar aberto à construção, em conjunto com a comunidade acadêmica, de mecanismos para garantir condições de permanência aos estudantes de menor renda na universidade. “A ideia é instituir uma política de estímulo aos estudantes da universidade pública para que tenham condições de deslocamento, alimentação e aquisição de material didático”, anunciou.
O tucano também abordou a valorização dos profissionais da educação. Comprometeu-se a realizar concursos públicos e afirmou que estuda a retomada do pagamento da titularidade para os professores da rede pública estadual, adotando um modelo que seja sustentável para o Estado. “Concurso público é absolutamente necessário, indispensável para a educação pública”, afirmou.
Ele ainda defendeu diálogo com os profissionais para construir uma política que dê mais segurança e perspectivas de carreira aos servidores da UEG. “Queremos que todos voltem a ter motivação para o trabalho e para se aprimorarem cada vez mais”, disse.
Foto: Henrique Luiz