Gracinha Caiado defende mandato municipalista no Senado e transparência total na destinação de emendas
A candidata ao Senado Federal, Gracinha Caiado (União Brasil) reforçou, nesta quinta-feira (24/9), a importância das emendas para o desenvolvimento dos municípios e defendeu que elas devem ter transparência nos valores, destino, uso e em quem as destinou. Em entrevista à Rádio Sucesso FM, a candidata afirmou que as emendas são extremamente necessárias. “Através delas você leva recursos para municípios, para entidades. Mas você precisa ter rastreabilidade, um planejamento, a que essa emenda vai servir e a entrega dela”, afirmou.
Gracinha também destacou que a transparência anda ao lado da necessidade de um diálogo constante com as lideranças municipais. “Você não pode simplesmente usar o dinheiro público e não saber qual foi o senador, qual foi o deputado que destinou essa emenda, ou não saber onde essa emenda foi gasta. É preciso ter a responsabilidade de saber qual é a necessidade daquele município que recebeu os valores e você só sabe isso conversando com os prefeitos e com os vereadores”, completou.
A candidata usou, como exemplo, o Decreto nº 10.634, de 31 de janeiro de 2025, publicado por Ronaldo Caiado (PSD) enquanto governador de Goiás, que estabelece requisitos de tramitação, prestação de contas, superação de impedimentos técnicos e celebração de convênios das emendas impositivas em Goiás. Segundo Gracinha, “a emenda não pode ser simplesmente um gasto de um dinheiro público e você não sabe o resultado. Isso é uma vergonha, um absurdo. O dinheiro público não é do senador ou do deputado. O dinheiro é da população. Nós temos o dever de prestar conta ao dono desse dinheiro, que é exatamente o povo brasileiro”, declarou.
Sobre a atuação nos programas sociais, a ex-primeira-dama relembrou o trabalho realizado no Estado de Goiás enquanto presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e coordenadora do Goiás Social. Gracinha reforçou que a atuação social foi dividida em três eixos: o protetivo, o emergencial e o emancipatório, usados “exatamente para atender as necessidades de cada pessoa” e completou que quer levar ao Parlamento Brasileiro mais do que uma bolsa ou um benefício. ”O que eu quero levar para o Senado é exatamente a ideia de que você pode transformar vidas através da qualificação e da capacitação, é isso que as pessoas querem”, afirmou.
Questionada sobre a responsabilidade de ser um dos poucos nomes femininos e o principal nas pesquisas, a pretendente ao Senado Federal classificou sua posição como “uma responsabilidade muito grande” e destacou a importância do voto e da presença feminina nas eleições. “O maior número de eleitores são mulheres, e quando entram em algum poder, entram com determinação, entram com o coração e com a família”, reforçou. Gracinha também destacou que, se eleita Senadora da República por Goiás, irá representar não só as mulheres do estado, mas também “os homens que acreditam que o Estado de Goiás pode avançar cada dia mais e aqueles jovens que sonham por dias melhores”, disse.
Ao comentar a atual crise no Supremo Tribunal Federal (STF), Gracinha classificou a situação como uma “vergonha” e atribuiu aos próprios ministros a responsabilidade pelo desgaste da Corte. “É um desmonte feito por eles mesmos, ninguém mais é responsável pelo que está acontecendo no STF, senão os próprios envolvidos nos escândalos”, declarou. A candidata também defendeu que todos sejam submetidos às mesmas regras: “Ninguém está acima da lei, nem governador, nem ministro do Supremo, nem presidente da República. A lei é igual para todos.”
Gracinha afirmou que cabe ao Senado analisar os pedidos de impeachment de ministros do STF. Segundo ela, há 109 pedidos apresentados. “Você precisa ter coragem para que seja posto em votação, você não pode ter rabo preso com o Supremo”, concluiu.