• Zé Mário crava vitória de Daniel no 1º turno

    Publicado em 29.09.2026 às 18:02

    O coordenador-geral da campanha de Daniel Vilela (MDB), José Mário Schreiner, foi a Mineiros anunciar o resultado que espera para domingo (4). “Estou aqui pra fazer um grande anúncio, nós vamos vencer a eleição no primeiro turno com Daniel Vilela, se Deus quiser”, afirmou o presidente licenciado da Faeg em entrevista coletiva no Sudoeste goiano.

    A conta do coordenador bate com a pesquisa mais recente da Goiás Pesquisas/Mais Goiás, divulgada no domingo (27). Vilela aparece com 52,3% dos votos válidos e 44,6% no estimulado, contra 18,2% de Wilder Morais (PL) e 13,8% de Marconi Perillo (PSDB). Com margem de erro de 2,77 pontos, a vitória em turno único é possível, mas não está garantida.

    A série do instituto mostra o governador em alta. Vilela tinha 42,6% no levantamento de 8 de setembro, 43,9% no de 16 e agora 44,6%. Marconi fez o caminho inverso, de 17,3% para 13,8%, enquanto Wilder subiu de 13,4% para 18,2%.

    Daí a estratégia descrita pelo coordenador. A campanha dividiu o estado em três setores: o Entorno de Brasília, onde a votação é “muito expressiva”, mas ainda há “um número bastante expressivo de indecisos”; a região metropolitana, com Goiânia, Aparecida e Anápolis; e os demais municípios, onde o grupo diz contar com “mais de duzentos e vinte prefeitos na nossa base dos duzentos e quarenta e seis”. Na sexta-feira, a campanha reuniu virtualmente os prefeitos para pedir empenho na reta final.

    O indeciso é o alvo certo. Na mesma pesquisa, 8,9% não sabem ou não responderam, e 5,9% declaram voto branco ou nulo.

    O discurso é o da continuidade. “Esse é um processo que por sete anos e nove meses ele vem dando certo”, disse, depois de dar mérito a Ronaldo Caiado e a Vilela pela conclusão de obras paradas.

    Na segurança, Zé Mário recorreu a uma parábola. Quem recebe cem reais de gratificação por quatro meses seguidos não aceita perdê-los no quinto. “Nós incorporamos aqui em Goiás a questão da nossa segurança pública”, resumiu, depois de dizer que o estado vive “uma ilha de segurança”.

    Sobraram farpas para os adversários. Wilder, segundo ele, “pode ser boa pessoa”, mas “não consegue fechar um raciocínio com relação ao Estado”. Sem nomeá-lo no trecho gravado, descreveu outro rival como alguém “que a gente conhece há mais de vinte anos” e que “vive com um olhar no passado”.

    Zé Mário lembrou que Caiado o preteriu na escolha do vice e contou que, depois disso, conversou com todos os candidatos. “Não existe muro na política”, disse. “Se não fosse por isso eu não estaria nisso.”

    Para a última semana, prometeu trabalho “com toda humildade, pisando na vaidade”.

    Foto divulgação