Marconi alerta para risco de fuga de indústrias de Goiás e prega luta pelos incentivos fiscais
O candidato ao governo estadual pela coligação “Goiás Pode Muito Mais”, Marconi Perillo (PSDB), colocou a política de incentivos fiscais no centro de sua pauta econômica durante sabatina promovida, nesta quarta-feira (19), pelo jornal _A Redação_. Para ele, a mudança no sistema tributário cria um risco concreto de perda de competitividade e até de saída de empresas instaladas em Goiás.
Marconi afirmou que o Estado precisará retomar a capacidade de articulação política em âmbito nacional para defender seus interesses e preservar condições que permitam a permanência de indústrias e a chegada de novos investimentos. “Será preciso alterar a reforma tributária, porque os incentivos começam a ‘morrer’ a partir do ano que vem”, alertou.
Diante desse cenário, o candidato do PSDB ao Palácio das Esmeraldas relatou que empresários com quem tem conversado falam abertamente da possibilidade de transferir operações para outros locais que ofereçam condições tributárias mais favoráveis. “Vários empresários estão me dizendo, e eu tenho conversado com todo mundo, que vão embora daqui para o Paraguai”, afirmou. Ele também citou a chance de empresas migrarem para o Estado de São Paulo ou para a Zona Franca de Manaus (AM).
Ao defender sua capacidade de conduzir uma nova política de atração de investimentos, Marconi resgatou estratégias adotadas durante seus governos. De acordo com o tucano, em suas administrações, foi possível consolidar a vinda de pelo menos 800 grandes indústrias para Goiás.
O candidato também destacou a importância de uma articulação coordenada para sustentar a política de incentivos fiscais. Marconi relembrou que chegou a reunir governadores para construir uma posição conjunta em defesa dos benefícios fiscais. “Goiás precisa recuperar esse protagonismo para evitar que investimentos construídos ao longo de décadas sejam perdidos com a mudança do ambiente tributário”, pontuou.
Nessa mesma linha de argumentação, Marconi ainda destacou que a localização geográfica de Goiás torna os incentivos ainda mais importantes para a indústria. O estado está distante dos principais mercados consumidores e dos grandes portos, o que aumenta os custos logísticos das empresas. Ele citou a utilização de portos secos e ferrovias como parte da estrutura necessária para o escoamento da produção.
Para reforçar o argumento, o candidato concluiu: “Se nós não tivermos incentivos, as indústrias irão embora e novas empresas não se instalarão aqui”. E acrescentou: “Temos que preservar este patrimônio econômico construído nas últimas décadas e não permitir que todo o trabalho que fizemos em nossos governos de atração de empresas desapareça”.
Foto Henrique Luiz