• Fieg destaca integração entre indústria e agro e avanço do etanol de milho em Goiás

    Publicado em 21.08.2026 às 14:04

    “Goiás tem se tornado cada vez mais pujante graças ao trabalho conjunto dos produtores rurais, das cooperativas e da indústria.” A avaliação é do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e presidente-executivo do Sifaeg/Sifaçúcar, André Rocha, durante a abertura da 7ª DATAGRO Abertura de Safra – Soja, Milho e Algodão, realizada quinta-feira (20/8), no World Trade Center (WTC), em Goiânia. O evento reuniu produtores rurais, empresários, representantes de entidades e autoridades para discutir as perspectivas das cadeias de soja, milho e algodão e temas como produção, mercado, biocombustíveis e políticas públicas.

    Na abertura, Rocha destacou a aproximação entre produtores rurais, cooperativas, indústria e entidades representativas e ressaltou o papel da integração das cadeias produtivas no desenvolvimento de Goiás. Segundo ele, a transformação de matérias-primas agrícolas em produtos de maior valor agregado amplia oportunidades para a economia do Estado.

    Um dos exemplos citados pelo presidente da Fieg foi o crescimento da produção de etanol de milho. O processamento do grão movimenta uma cadeia que vai além dos biocombustíveis, com reflexos na produção de DDG (grãos secos de destilaria), utilizado na alimentação animal, e na pecuária. “Junto com esse etanol vai vir o DDG. Goiás hoje tem um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil, o segundo maior Estado em confinamento. Nós vamos não só aumentar isso, mas aumentar também as oportunidades para a nossa pecuária”, afirmou.

    Para ele, o avanço das cadeias de grãos, biocombustíveis e proteína animal mostra como a indústria pode ampliar o aproveitamento das matérias-primas produzidas em Goiás. “Consolidado, nós vamos ter produtores de soja, milho, nós temos também os produtores locais, nós temos grãos, nós temos a pecuária, e isso vai ser cada vez mais incrementado aqui”, disse.

    Agregação de valor

    A industrialização dos grãos também foi destacada pelo presidente da DATAGRO, Plínio Nastari. Segundo ele, o processamento da soja e do milho amplia o valor gerado no campo e movimenta cadeias como biodiesel, etanol, fertilizantes e proteína animal. “A industrialização da soja e do milho agrega valor ao produtor rural”, afirmou Nastari.

    Mercado e produção

    Além da industrialização, o fórum colocou em debate fatores que interferem diretamente na produção e nos investimentos no campo e na indústria. Entre os temas estiveram mercado futuro, seguro rural. políticas públicas, tributação, logística, comércio exterior, mudanças climáticas, biocombustíveis e competitividade. 

    CEO da Koppert Brasil, Gustavo Herrmann abordou o mercado futuro e destacou o potencial da Bolsa brasileira como instrumento de proteção de preços para o produtor rural. Segundo ele, o fortalecimento desse mercado passa pela ampliação da confiança nos indicadores e pelo aumento do número de contratos.

    Entidades como Aprosoja-GO e Faeg reforçaram a importância da integração entre produtores, indústria, comércio e serviços e destacaram temas como seguro rural, tributação, logística, políticas públicas e planejamento de médio e longo prazo para o agronegócio.

    Enquanto a deputada federal Marussa Boldrin, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), destacou a importância da representação do setor produtivo no Congresso Nacional e da participação de parlamentares que conheçam a realidade do campo. Ela também ressaltou a necessidade de diálogo e articulação para enfrentar desafios relacionados às políticas públicas e à competitividade do agronegócio brasileiro.

    Participação

    A abertura contou ainda com Joel de Sant’Anna Braga Filho, secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC-GO), representando o governador Daniel Vilela; Clodoaldo Calegari, presidente da Aprosoja-GO; Aroldo Rodrigues da Cunha, presidente da Agopa, Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE),  além de representantes da Fieg Jovem e do Sindicato das Indústrias de Calcário, Cal e Derivados no Estado de Goiás (Sincal).

    Para André, a integração entre os diferentes elos da cadeia produtiva amplia a participação da indústria na economia e cria novas oportunidades a partir das vocações de Goiás. “É graças a esse trabalho conjunto que nós estamos, dia a dia, construindo um Goiás melhor”, concluiu.