Cargill Bioenergia estima encerrar ciclo 2025/26 entre os melhores dos últimos anos
“É uma usina simbólica, que trouxe crescimento e ajudou a transformar Quirinópolis. A afirmação é do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e presidente-executivo do Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás e do Sindicato da Indústria de Fabricação de Açúcar do Estado de Goiás (Sifaeg/Sifaçúcar), André Rocha, durante visita realizada segunda-feira (31/8) à Unidade São Francisco, da Cargill Bioenergia, em Quirinópolis, no Sul de Goiás.
Recebido pelo diretor agrícola, Carlos Júnior, e pelo diretor industrial, José Willams, André percorreu a unidade acompanhado pelo gerente de planejamento agrícola, Wanderson Oliveira. O tour passou por diferentes setores da operação, incluindo áreas de produção agrícola e industrial e áreas administrativas.
Durante a visita, foram apresentados os investimentos em modernização, os processos produtivos e os resultados da atual safra. Também foram discutidas oportunidades de negócios e questões relacionadas ao setor de bioenergia em Goiás.
Com cerca de 20 anos de atuação em Goiás, a Unidade São Francisco está entre as pioneiras do Estado na produção de etanol de milho. A operação combina o processamento de cana-de-açúcar e milho, com produção de etanol, açúcar, bioeletricidade, óleo vegetal de milho e DDG com alto teor de proteína.
A Cargill Bioenergia possui duas unidades agroindustriais em Goiás, em Quirinópolis e Cachoeira Dourada, e conta com 4,5 mil funcionários.
Safra positiva
Segundo o diretor agrícola da Cargill Bioenergia, Carlos Júnior, o ciclo 2025/26 apresenta desempenho agrícola entre os melhores dos últimos anos em produtividade de açúcar por hectare. O Açúcar Total Recuperável (ATR) está cerca de 8% acima do registrado no ano passado.
Outro destaque é a redução no número de incêndios em relação ao histórico da operação. Os indicadores observados até o momento sinalizam um desempenho bastante positivo para a unidade.
No campo, a unidade trabalha com mais de 60 variedades de cana-de-açúcar, selecionadas a partir de pesquisas aprofundadas realizadas com institutos parceiros. A diversidade permite escolher as variedades mais adequadas às diferentes condições de cultivo.
Indústria e desenvolvimento
Para André Rocha, a trajetória da Unidade São Francisco está diretamente ligada à transformação econômica de Quirinópolis. “Quirinópolis mudou a sua economia, agregou toda uma cadeia produtiva. Vieram mais leitos hospitalares, leitos hoteleiros, concessionárias de veículos e houve um crescimento muito grande do comércio, dos serviços e da saúde”, afirmou.
A chegada da Unidade São Francisco e, posteriormente, da Usina Boa Vista, do Grupo São Martinho, ampliou a atividade de bioenergia no município e movimentou uma cadeia que envolve comércio, serviços, saúde, hotelaria e outros setores.
Para o dirigente, a presença das usinas também contribuiu para a chegada do Serviço Social da Indústria (Sesi) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) a Quirinópolis, ampliando a oferta de educação e qualificação profissional para trabalhadores da indústria e de outros segmentos da região.
Durante a apresentação da operação, a equipe também ressaltou a importância das pessoas para o funcionamento da unidade, consideradas o principal ativo da atividade, antes mesmo da matéria-prima.
Foto Naira Batista