• Caiado defende PEC para limitar gastos obrigatórios do Executivo a 50% do crescimento do PIB

    Publicado em 17.09.2026 às 13:08

    O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) defendeu, nesta quarta-feira (16), em São Paulo, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para limitar os gastos e despesas do Poder Executivo a 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Ele também propôs cortar 25% das despesas discricionárias dos três poderes da República.

    Caiado também propôs “avançar em uma Reforma Administrativa criteriosa”, que dispensaria gastos evitáveis, e defendeu maior rigor no combate aos processos de corrupção na máquina do governo. Segundo ele, só em 2025, foram desviados mais de R$ 600 bilhões dos cofres públicos em todo o Brasil. “Com essa postura, você resgata o país e devolve a esperança para o brasileiro”, afirmou. A redução da taxa de juros e a recuperação do poder de compra dos cidadãos brasileiros também foram discutidas no encontro.

    A sessão realizada ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) para decidir sobre a investigação que envolve o ministro Alexandre de Moraes e suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro também foi discutida no encontro. Para Caiado, a crise na Suprema Corte gera insegurança jurídica ao país. “Quando o Supremo vai voltar a botar na pauta assuntos que a vida de milhões de brasileiros dependem”, questionou.

    Caiado afirmou que o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, deveria ter rejeitado de imediato as questões de ordem apresentadas por outros ministros e conduzido o colegiado diretamente à votação do mérito. “Toda e qualquer questão de ordem deveria ter sido excluída imediatamente, rejeitada. A pauta era para decidir se haveria ali abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes”, afirmou Caiado.

    O candidato associou a crise institucional ao cenário eleitoral. Segundo ele, a eleição de 4 de outubro será decisiva para devolver ao país uma liderança com autoridade moral para reaproximar os Poderes. “Para ser presidente da República hoje, o candidato não tem direito de pedir nem a presunção de inocência. Ele tem que estar acima de qualquer suspeita, tem que ter mãos limpas para poder governar o país”, disse. “Não se governa uma nação sem autoridade moral. Esse é o risco da democracia neste momento”, declarou.

    O ex-governador de Goiás reforçou que os dois candidatos que lideram as pesquisas eleitorais estão, ambos, comprometidos por investigações na Justiça. “Os que estão aí, eles têm autoridade moral para poder aglutinar os poderes e voltar a governabilidade do país? Vocês sabem que não. O Lula pelo passado e presente dele. O Flávio por também estar sendo investigado”, completou.

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