IEL Goiás apoia Coletivo Rosa e para fortalecer empreendedorismo feminino
O Instituto Euvaldo Lodi (IEL Goiás)reforça seu apoio ao empreendedorismo feminino e à geração de renda ao promover, na segunda-feira (28 de setembro), a Assembleia Geral do projeto Coletivo Rosa, iniciativa voltada à organização e ao fortalecimento de mulheres que encontraram nos brechós e na economia criativa uma oportunidade de negócio.
O encontro será realizado às 17 horas, no auditório do 10º andar da Casa da Indústria, em Goiânia, reunindo participantes do projeto para discutir sua estruturação e os próximos passos da iniciativa.
Criada em Goiânia em 2022, a feira itinerante surgiu com a proposta de abrir espaço para mulheres comercializarem roupas usadas e outros produtos, estimulando ao mesmo tempo o empreendedorismo e uma forma mais sustentável de consumo.
A trajetória registrada pelo projeto mostra que as primeiras edições reuniram mais de 50 expositoras e que, desde o início, a proposta esteve associada à criação de oportunidades de renda para mulheres.
De lá para cá, a iniciativa cresceu e passou a ocupar diferentes espaços da capital, transformando os encontros de brechós em vitrines para pequenos negócios. Em agosto de 2026, a feira chegou à 70ª edição, reunindo cerca de 60 expositoras em um único evento e mais de 10 mil peças disponíveis ao público.
Atualmente, aproximadamente *180 mulheres* estão cadastradas como expositoras, número que ajuda a dimensionar o alcance conquistado pelo projeto desde sua criação.
Mais do que vender roupas usadas, o Coletivo Rosa trabalha com um conceito que vem ganhando espaço entre consumidores: a moda circular.
A ideia é prolongar a vida útil de roupas, calçados e acessórios, evitando o descarte prematuro e estimulando a reutilização. O próprio histórico da feira mostra que parte das consumidoras procura o projeto tanto pelos preços acessíveis quanto pela preocupação com a sustentabilidade e a redução do desperdício de peças ainda em boas condições.
O impacto também chega à renda das participantes. Desde as primeiras edições, mulheres que enfrentavam dificuldades financeiras encontraram nos encontros uma alternativa para complementar o orçamento.
A idealizadora do projeto, Paula Braga, assim como várias outras expositoras, estava em dificuldades financeiras e sem emprego formal quando começou e passou a obter renda extra com as vendas realizadas nos fins de semana.
O modelo se ampliou e hoje agrega, além dos brechós, empreendedoras das áreas de artesanato, beleza, acessórios e alimentação.